quinta-feira, 10 de julho de 2008
segunda-feira, 7 de julho de 2008
As Aventuras de Fievel
Arraiá da Integração - 2008
Arraial da Integração - 2007
Precisa-se de heróis
Tudo depende do desenvolvimento
Mental de crítico
Da educação a todo momento
Social e político
A educação é a única arma
Que sana o vício
De dominações que empurram a massa
Ao precipício
E em toda escola há anúncios
Precisa-se de heróis
Pra combater o monstro que nos destrói
Que tira as esperanças, empurra, marginaliza
Corrompe e escreve a lei que escraviza
Uma multidão adormecida
E nós ainda não morremos, estamos aí
O tempo passando e meio lento a nos consumir
Nós somos o povo sentado à frente da televisão
Uma poeira leve que conforme o vento
Rola pelo chão
Mental de crítico
Da educação a todo momento
Social e político
A educação é a única arma
Que sana o vício
De dominações que empurram a massa
Ao precipício
E em toda escola há anúncios
Precisa-se de heróis
Pra combater o monstro que nos destrói
Que tira as esperanças, empurra, marginaliza
Corrompe e escreve a lei que escraviza
Uma multidão adormecida
E nós ainda não morremos, estamos aí
O tempo passando e meio lento a nos consumir
Nós somos o povo sentado à frente da televisão
Uma poeira leve que conforme o vento
Rola pelo chão
Olhando pro entardecer
Quando será, meu Deus, minha libertação
No dia inevitável não! Será muito tarde
E as amarras da minha alma me sufocam me deprimem
Um entardecer unicamente lindo
E novas pessoas pra conhecer
Um vento de horizonte reluzente à frente
e paisagens verdejantes lá em baixo
Quero ser livre para pensar e caminhar até onde puder
Mas estou cansado
A vida está me tirando as forças e a rotina me desanima
Vejo olhos puros na janela
Sonhando com a liberdade
Mas tenho pena do nosso futuro
Incerto decerto e obscuro
Dominações espalharam-se como a neblina
Sorrateiramente nos anestesiaram
Como um “bom-dia” sem graça e um “até amanhã” sem esperança
E a felicidade, quanta saudade!
O que eu faria para fugir de vez!
Vez que, para mim, jamais chegou!
No dia inevitável não! Será muito tarde
E as amarras da minha alma me sufocam me deprimem
Um entardecer unicamente lindo
E novas pessoas pra conhecer
Um vento de horizonte reluzente à frente
e paisagens verdejantes lá em baixo
Quero ser livre para pensar e caminhar até onde puder
Mas estou cansado
A vida está me tirando as forças e a rotina me desanima
Vejo olhos puros na janela
Sonhando com a liberdade
Mas tenho pena do nosso futuro
Incerto decerto e obscuro
Dominações espalharam-se como a neblina
Sorrateiramente nos anestesiaram
Como um “bom-dia” sem graça e um “até amanhã” sem esperança
E a felicidade, quanta saudade!
O que eu faria para fugir de vez!
Vez que, para mim, jamais chegou!
domingo, 6 de julho de 2008
A convivência e o respeito mútuo 2
1.Uma das perversidades humanas gratuitas, sem nenhuma finalidade boa e sem sentido é o desrespeito à terra natal das pessoas. Talvez esta seja uma maneira apelativa de tentar se impor ou subjugar as pessoas, uma forma covarde de constranger, calar ou intimidar os outros, simplesmente por eles declararem ser de uma cidade, um estado ou um país determinados.
2.Deixa-se de lado a pessoa, o ser humano, repleto de valores, paixões, habilidades, para rotulá-lo em função da sua origem. Não há alternativa, não há chance para a defesa. Você é de lá? Lá é assim? As pessoas de lá fazem assim?
3.A malicia salta como cuspe pela boca, após breves sorrisos de escárnio, na tentativa de desprezar, de humilhar o outro, de torná-lo indefeso. Afinal, como se defender da humilhação de ser julgado preconceituosamente pelo lugar de onde se é?
4.A terra natal normalmente exerce uma influência muito forte nas pessoas. É uma espécie de mãe! Já que daquela terra bebemos a água e nos alimentamos nos nossos primeiros dias de vida. Brincamos lá! E a primeira noção de mundo nos veio por meio dela. É impossível deixar de amá-la, assim como possivelmente amamos nossas mães.
5.As pessoas de bem que rejeitam a violência, afastam-se das pobres de caráter que as desrespeitam, quer diretamente, quer a um familiar que ama, quer a sua terra natal. Se alguém ofende a minha mãe, a quem tanto amo, não reajo porque a vida me tem muito valor e quero desfrutar do que puder para compreender o que está acontecendo aqui! (no mundo em que eu estou inserido). Não desejo, por força do que poderão falar de mim, entrar num círculo de violência verbal ou física que poderá me arrastar por dias e noites de stress e de maus pensamentos de vingança ou de auto-proteção. Continuo amando minha mãe e minha terra natal, que também é minha mãe. Apenas reconheço em tais pessoas a incapacidade de se relacionar com os outros, o preconceito estampado na língua, ou as frustrações que a falta de carinho provocaram naquele indivíduo. Em fim, sua insensibilidade, falta de empatia e de consideração ao semelhante que procura humilhar.
6.O humor muitas vezes também se dá via sacrifício de um pobre coitado, que será exposto, sujeitado ao desejo da maioria de gozar da sua vida, da sua pessoa, do seu passado, da sua família. É o preço de gargalhadas malditas, que de tão malditas, não soam como sorrisos abertos, mas como gargalhadas de vilões e bruxas. Vamos rir de alguém, por causa de sua cor, de seus hábitos, de suas origens. De aspectos que revelam nossa incapacidade e falta de criatividade para brincar sadiamente e sempre estarmos prontos para cativar e fazer com que os outros se sintam bem.
7.Onde isto acontece? Especialmente quando pessoas de origens diferentes se reúnem. Alguns tomam a frente, outros, que escaparam da iniciativa, apóiam torcendo para não serem os próximos. Às vezes as pessoas sabem como reagir, quer por serem excelentes em dar respostas, quer porque já haviam se preparado antes para esta provável provocação. Mas outros, por ansiarem uma liberdade mais profunda, não aceitam até mesmo ter de se preparar para isto. Estes preferem superar (esquecer) estes breves momentos, olhando para frente.
2.Deixa-se de lado a pessoa, o ser humano, repleto de valores, paixões, habilidades, para rotulá-lo em função da sua origem. Não há alternativa, não há chance para a defesa. Você é de lá? Lá é assim? As pessoas de lá fazem assim?
3.A malicia salta como cuspe pela boca, após breves sorrisos de escárnio, na tentativa de desprezar, de humilhar o outro, de torná-lo indefeso. Afinal, como se defender da humilhação de ser julgado preconceituosamente pelo lugar de onde se é?
4.A terra natal normalmente exerce uma influência muito forte nas pessoas. É uma espécie de mãe! Já que daquela terra bebemos a água e nos alimentamos nos nossos primeiros dias de vida. Brincamos lá! E a primeira noção de mundo nos veio por meio dela. É impossível deixar de amá-la, assim como possivelmente amamos nossas mães.
5.As pessoas de bem que rejeitam a violência, afastam-se das pobres de caráter que as desrespeitam, quer diretamente, quer a um familiar que ama, quer a sua terra natal. Se alguém ofende a minha mãe, a quem tanto amo, não reajo porque a vida me tem muito valor e quero desfrutar do que puder para compreender o que está acontecendo aqui! (no mundo em que eu estou inserido). Não desejo, por força do que poderão falar de mim, entrar num círculo de violência verbal ou física que poderá me arrastar por dias e noites de stress e de maus pensamentos de vingança ou de auto-proteção. Continuo amando minha mãe e minha terra natal, que também é minha mãe. Apenas reconheço em tais pessoas a incapacidade de se relacionar com os outros, o preconceito estampado na língua, ou as frustrações que a falta de carinho provocaram naquele indivíduo. Em fim, sua insensibilidade, falta de empatia e de consideração ao semelhante que procura humilhar.
6.O humor muitas vezes também se dá via sacrifício de um pobre coitado, que será exposto, sujeitado ao desejo da maioria de gozar da sua vida, da sua pessoa, do seu passado, da sua família. É o preço de gargalhadas malditas, que de tão malditas, não soam como sorrisos abertos, mas como gargalhadas de vilões e bruxas. Vamos rir de alguém, por causa de sua cor, de seus hábitos, de suas origens. De aspectos que revelam nossa incapacidade e falta de criatividade para brincar sadiamente e sempre estarmos prontos para cativar e fazer com que os outros se sintam bem.
7.Onde isto acontece? Especialmente quando pessoas de origens diferentes se reúnem. Alguns tomam a frente, outros, que escaparam da iniciativa, apóiam torcendo para não serem os próximos. Às vezes as pessoas sabem como reagir, quer por serem excelentes em dar respostas, quer porque já haviam se preparado antes para esta provável provocação. Mas outros, por ansiarem uma liberdade mais profunda, não aceitam até mesmo ter de se preparar para isto. Estes preferem superar (esquecer) estes breves momentos, olhando para frente.
A convivência e o respeito mútuo
1.A falta de empatia no ser humano normalmente é muito elevada em determinados aspectos. Um deles em especial é o sentimento religioso. Costumo presenciar situações em que as pessoas colocam a sua presunção e o seu orgulho bem a frente do respeito aos sentimentos religiosos dos outros, e, em conseqüência, ferem estes sentimentos de forma grosseira.
2.Os sentimentos religiosos vêm de uma construção ao longo de uma vida, são profundos e estão ligados ao sistema de crenças e esperanças do indivíduo. Podem ser mais profundos do que o sentimento pelo time de futebol, ou até mesmo pelos familiares. Isto porque estão ligados a princípios que fundamentam os valores morais e espirituais do indivíduo. Estes valores sustentam todo o embasamento comportamental, alimentam as razões do que pode e do que não pode ser feito, apontando erros e promovendo o sentimento de culpa ou de incapacidade diante das tentações do mundo, ou, por outro lado, o sentimento de vitória e de realização diante do cumprimento das recomendações religiosas.
3.Não cabe, desde que isto não fira o direito à liberdade dos outros, classificar a região de alguém como arcaica, ilógica, fraca, impura ou outra coisa qualquer. Discutir religião é discutir sistema de crenças, compreendê-los melhor, fundamentá-los. Se as pessoas se sentirem livres o suficiente para fazê-lo, é uma atitude boa, que promove o conhecimento religioso; porém, as pessoas deveriam prevenir-se de emitir juízos de valor sobre a religiosidade do próximo.
4.Se houver espaço, se for pertinente e se o momento for indicado, apresente sua religião como uma opção, como um sistema de crenças que se diz verdadeiro, ou até mesmo único, mas nunca desfaça da religião do outro, pois isto é ofensivo e costuma promover sentimentos extremados como a raiva, a auto-defesa imediata ou até mesmo uma discussão mais exaltada.
5.Quem tem razão? Quem tem razão é quem se exalta em defender a sua religião quando a mesma é ofendida. É claro que pessoas mais maduras não vão valorizar tanto a opinião de quem emitiu uma crítica contra a religião delas, mas, certamente, sentir-se-ão profundamente ofendidas.
6.O pior é que parece ser inerente às religiões o desejo incontrolável de propagar-se a despeito do sentimento e do direito à liberdade religiosa dos outros. É sempre assim: alguém descobre a religião que transformou a sua vida, a única verdadeiramente de Deus etc. e parte para convencer os outros a também fazerem o mesmo. Neste afã, esquece-se do respeito ao sentimento religioso do outro e passa a, diretamente ou ironicamente, atacar a religião do seu próximo.
7.As formas de ataque mais comuns são o questionamento em busca de inseguranças que dêem uma abertura a uma crítica; a ridicularização dos rituais e dos comportamentos dos membros da religião que se deseja atacar e crítica à origem da religião ou da forma como ela foi concebida.
8.A favor desta abordagem violenta sempre há dentro da própria religião o mandamento de multiplicar fiéis, ou na linguagem mais próxima, salvá-los. A ânsia de salvar o outro serve de desculpa para utilizar-se de todos os meios possíveis para fazê-lo mudar, inclusive ofendendo a sua religião. Ao perceber que não conseguiu seu intento, é comum apelar para o sarcasmo, para a brincadeira maldosa, para a ridicularização do outro, direta ou sinuosamente.
9.As religiões levam algumas pessoas ao fanatismo, especialmente as pessoas muito coerentes e de personalidade forte, as que não aceitam meio termo. Tais pessoas, até mesmo como prova de fé, são induzidas a promoverem a sua própria ou nova religião intensamente. E o fazem diretamente, como atividade religiosa, ou nos contatos familiares ou do trabalho. Nada contra, desde que respeitem o direito dos outros e, especialmente, o sentimento religioso dos outros.
10. Normalmente, as religiões não são à prova de questionamentos ou de críticas à doutrina ou ao comportamento dos seus líderes. Para facilitar o trabalho de convencimento, alguns dos seus doutrinadores promovem livros ou manuais de apologética, que são usados como armas para convencimento. Quando duas pessoas de religiões diferentes se encontram, cada um com um manual de apologética, acabem atirando o conteúdo destes manuais uma contra as outras, o que não leva muito longe e, ao invés de promover o crescimento, promove o rancor religioso além das conseqüências de uma discussão sem fim visando a trazer mais um para a irmandade.
11.Um outro efeito perverso que algumas religiões costumam provocar é o isolamento de grupos de pessoas em função da religião. Se você pertence ao meu grupo, então eu o considero, respeito e até amo; se não, então você não merece consideração. Desconfio destas religiões que apartam. Promovem uma chantagem emocional do tipo, quer participar do nosso grupo? Então tem de ser da nossa mesma religião.
12.Por outro lado, aprecio uma boa conversa religiosa, desde que não queiram me convencer de nada! Gosto de conhecer as diversas doutrinas, vantagens e desvantagens. E acho adorável quando presencio uma conversa equilibrada sobre pessoas de religiões totalmente diferentes. Para mim funciona assim: se elas conseguem conversar sobre religião e permanecer amigas de verdade, ajudando-se mutuamente de com coração, é porque realmente são pessoas de Deus; de outra forma...
2.Os sentimentos religiosos vêm de uma construção ao longo de uma vida, são profundos e estão ligados ao sistema de crenças e esperanças do indivíduo. Podem ser mais profundos do que o sentimento pelo time de futebol, ou até mesmo pelos familiares. Isto porque estão ligados a princípios que fundamentam os valores morais e espirituais do indivíduo. Estes valores sustentam todo o embasamento comportamental, alimentam as razões do que pode e do que não pode ser feito, apontando erros e promovendo o sentimento de culpa ou de incapacidade diante das tentações do mundo, ou, por outro lado, o sentimento de vitória e de realização diante do cumprimento das recomendações religiosas.
3.Não cabe, desde que isto não fira o direito à liberdade dos outros, classificar a região de alguém como arcaica, ilógica, fraca, impura ou outra coisa qualquer. Discutir religião é discutir sistema de crenças, compreendê-los melhor, fundamentá-los. Se as pessoas se sentirem livres o suficiente para fazê-lo, é uma atitude boa, que promove o conhecimento religioso; porém, as pessoas deveriam prevenir-se de emitir juízos de valor sobre a religiosidade do próximo.
4.Se houver espaço, se for pertinente e se o momento for indicado, apresente sua religião como uma opção, como um sistema de crenças que se diz verdadeiro, ou até mesmo único, mas nunca desfaça da religião do outro, pois isto é ofensivo e costuma promover sentimentos extremados como a raiva, a auto-defesa imediata ou até mesmo uma discussão mais exaltada.
5.Quem tem razão? Quem tem razão é quem se exalta em defender a sua religião quando a mesma é ofendida. É claro que pessoas mais maduras não vão valorizar tanto a opinião de quem emitiu uma crítica contra a religião delas, mas, certamente, sentir-se-ão profundamente ofendidas.
6.O pior é que parece ser inerente às religiões o desejo incontrolável de propagar-se a despeito do sentimento e do direito à liberdade religiosa dos outros. É sempre assim: alguém descobre a religião que transformou a sua vida, a única verdadeiramente de Deus etc. e parte para convencer os outros a também fazerem o mesmo. Neste afã, esquece-se do respeito ao sentimento religioso do outro e passa a, diretamente ou ironicamente, atacar a religião do seu próximo.
7.As formas de ataque mais comuns são o questionamento em busca de inseguranças que dêem uma abertura a uma crítica; a ridicularização dos rituais e dos comportamentos dos membros da religião que se deseja atacar e crítica à origem da religião ou da forma como ela foi concebida.
8.A favor desta abordagem violenta sempre há dentro da própria religião o mandamento de multiplicar fiéis, ou na linguagem mais próxima, salvá-los. A ânsia de salvar o outro serve de desculpa para utilizar-se de todos os meios possíveis para fazê-lo mudar, inclusive ofendendo a sua religião. Ao perceber que não conseguiu seu intento, é comum apelar para o sarcasmo, para a brincadeira maldosa, para a ridicularização do outro, direta ou sinuosamente.
9.As religiões levam algumas pessoas ao fanatismo, especialmente as pessoas muito coerentes e de personalidade forte, as que não aceitam meio termo. Tais pessoas, até mesmo como prova de fé, são induzidas a promoverem a sua própria ou nova religião intensamente. E o fazem diretamente, como atividade religiosa, ou nos contatos familiares ou do trabalho. Nada contra, desde que respeitem o direito dos outros e, especialmente, o sentimento religioso dos outros.
10. Normalmente, as religiões não são à prova de questionamentos ou de críticas à doutrina ou ao comportamento dos seus líderes. Para facilitar o trabalho de convencimento, alguns dos seus doutrinadores promovem livros ou manuais de apologética, que são usados como armas para convencimento. Quando duas pessoas de religiões diferentes se encontram, cada um com um manual de apologética, acabem atirando o conteúdo destes manuais uma contra as outras, o que não leva muito longe e, ao invés de promover o crescimento, promove o rancor religioso além das conseqüências de uma discussão sem fim visando a trazer mais um para a irmandade.
11.Um outro efeito perverso que algumas religiões costumam provocar é o isolamento de grupos de pessoas em função da religião. Se você pertence ao meu grupo, então eu o considero, respeito e até amo; se não, então você não merece consideração. Desconfio destas religiões que apartam. Promovem uma chantagem emocional do tipo, quer participar do nosso grupo? Então tem de ser da nossa mesma religião.
12.Por outro lado, aprecio uma boa conversa religiosa, desde que não queiram me convencer de nada! Gosto de conhecer as diversas doutrinas, vantagens e desvantagens. E acho adorável quando presencio uma conversa equilibrada sobre pessoas de religiões totalmente diferentes. Para mim funciona assim: se elas conseguem conversar sobre religião e permanecer amigas de verdade, ajudando-se mutuamente de com coração, é porque realmente são pessoas de Deus; de outra forma...
A essência do diálogo
1.Várias coisas me causam decepção. Uma delas é quando eu percebo que numa discussão em que me envolvo ou que somente presencio, as pessoas não desejam encontrar a verdade, apenas desejam ganhar a discussão a qualquer custo, ou, no mínimo, saírem da discussão confortavelmente.
2.Eu acho um absurdo, mas precisamente classifico tal comportamento como imaturidade. Na verdade é o orgulho ou a vontade de se impor por motivos relacionados ao poder que estão no comando.
3.Creio que não seria demasiado difícil compreender uma coisa. Numa discussão madura, o objetivo deve ser formar um conhecimento lógico sobre algo, em função de diversas variáveis e aspectos a serem considerados até que se chegue a uma conclusão. Então, quanto mais variáveis e perspectivas puderem ser apresentadas, melhor. Quanto mais se puder descobrir o impacto de cada uma, melhor. Quem melhor puder descrever tudo isto, mais tem a contribuir na discussão. E todos devem estar aptos a ouvir e acompanhar a linha de raciocínio de quem expõe uma idéia.
4.Mas não é isto que costumo observar. As pessoas utilizam-se de diversas táticas para vencer na marra. Um deles deve ser destacado: a imposição pelo medo! É o tipo de relação que ocorre entre pais e filhos, ou entre chefe e subordinado. Quem está em posição superior, faz questão de demonstrar e deixar claro esta situação, fazendo com que o outro tenha de submeter a um sistema muito rígido de filtragem precedente às palavras. Ora, o resultado é que os argumentos são prejudicados e o resultado da discussão também.
5.Quem quer filhos ou empregados sem opinião própria? Que não possam demonstrar que nem sempre estamos com a razão? Pessoas livres podem efetivamente ajudar e até evitar prejuízos financeiros. Mas não consigo compreender o apego que alguns têm às demonstrações de poder irracional.
6.Já presenciei situações, normalmente entre mais velhos e jovens, em que estes têm simplesmente sua fala interrompida, sempre que aqueles acham que devem falar algo. E isto pode se repetir várias vezes numa só conversa. É algo assim angustiante!
7.Por outro lado, quando todos têm o mesmo nível num diálogo, podem manifestar seu pensamento livremente e estão dispostos a ouvir, aumenta sensivelmente a possibilidade de se chegar a uma conclusão racionalmente correta, capaz de conduzir o grupo, a família, a empresa a uma decisão segura.
8.Entretanto, creio que ainda persiste um fator que corre em paralelo: a pressa por uma conclusão. Às vezes, alguns assuntos têm de sofrer um processamento mental mais elaborado, uma análise, um estudo, uma busca de mais fontes de informação. Aqui entra uma coisa muito importante: o bom senso. Afinal, esta decisão a ser tomada vai definir o nosso futuro? Então vamos elaborar ao máximo nossos argumentos e conclusões; ou é apenas um decisão sem tanto peso, sobre a qual não dispomos de tempo (ou não compensa perder mais tempo), então reunamos o máximo de considerações possíveis e tomemos a decisão.
9.Nas famílias, às vezes acontece, por exemplo, assim: um casal vai comprar um lugar para morar. Veja só quão importante são as decisões a serem tomadas. Casa ou apartamento? Localização, espaço, arquitetura, acabamento, segurança, garagem, necessidades atuais e futuras. Imaginem o quanto se pode ganhar se todas estas decisões forem feitas por uma só pessoa, pelo casal, pelo casal mais os filhos, pela família mais os pais dos cônjuges, por todos estes mais alguns amigos mais próximos. Depois que a moradia está comprada e que o casal se muda, como é bom descobrir que tudo o que foi discutido preveniu alguns transtornos! ou, por outro lado, como é ruim descobrir que detalhes que poderiam ser evitados agora provocam transtornos. O mesmo pode se aplicar a aquisições importantes, ou a decisões importantes no mundo dos negócios.
10.Entretanto, para alguns, partilhar as decisões significa perder poder, perder o respeito dos outros, não ser considerado como uma pessoa dona do próprio nariz. Confundem um comportamento racional (várias cabeças pensam melhor do que uma), com uma demonstração de fraqueza. Mas você não acha que discutir com familiares e colegas de trabalho não é também uma excelente oportunidade de socialização? de conversarmos mais nas tardes de domingo quando estamos reunidos em família ou de estreitarmos os laços profissionais nas empresas?
2.Eu acho um absurdo, mas precisamente classifico tal comportamento como imaturidade. Na verdade é o orgulho ou a vontade de se impor por motivos relacionados ao poder que estão no comando.
3.Creio que não seria demasiado difícil compreender uma coisa. Numa discussão madura, o objetivo deve ser formar um conhecimento lógico sobre algo, em função de diversas variáveis e aspectos a serem considerados até que se chegue a uma conclusão. Então, quanto mais variáveis e perspectivas puderem ser apresentadas, melhor. Quanto mais se puder descobrir o impacto de cada uma, melhor. Quem melhor puder descrever tudo isto, mais tem a contribuir na discussão. E todos devem estar aptos a ouvir e acompanhar a linha de raciocínio de quem expõe uma idéia.
4.Mas não é isto que costumo observar. As pessoas utilizam-se de diversas táticas para vencer na marra. Um deles deve ser destacado: a imposição pelo medo! É o tipo de relação que ocorre entre pais e filhos, ou entre chefe e subordinado. Quem está em posição superior, faz questão de demonstrar e deixar claro esta situação, fazendo com que o outro tenha de submeter a um sistema muito rígido de filtragem precedente às palavras. Ora, o resultado é que os argumentos são prejudicados e o resultado da discussão também.
5.Quem quer filhos ou empregados sem opinião própria? Que não possam demonstrar que nem sempre estamos com a razão? Pessoas livres podem efetivamente ajudar e até evitar prejuízos financeiros. Mas não consigo compreender o apego que alguns têm às demonstrações de poder irracional.
6.Já presenciei situações, normalmente entre mais velhos e jovens, em que estes têm simplesmente sua fala interrompida, sempre que aqueles acham que devem falar algo. E isto pode se repetir várias vezes numa só conversa. É algo assim angustiante!
7.Por outro lado, quando todos têm o mesmo nível num diálogo, podem manifestar seu pensamento livremente e estão dispostos a ouvir, aumenta sensivelmente a possibilidade de se chegar a uma conclusão racionalmente correta, capaz de conduzir o grupo, a família, a empresa a uma decisão segura.
8.Entretanto, creio que ainda persiste um fator que corre em paralelo: a pressa por uma conclusão. Às vezes, alguns assuntos têm de sofrer um processamento mental mais elaborado, uma análise, um estudo, uma busca de mais fontes de informação. Aqui entra uma coisa muito importante: o bom senso. Afinal, esta decisão a ser tomada vai definir o nosso futuro? Então vamos elaborar ao máximo nossos argumentos e conclusões; ou é apenas um decisão sem tanto peso, sobre a qual não dispomos de tempo (ou não compensa perder mais tempo), então reunamos o máximo de considerações possíveis e tomemos a decisão.
9.Nas famílias, às vezes acontece, por exemplo, assim: um casal vai comprar um lugar para morar. Veja só quão importante são as decisões a serem tomadas. Casa ou apartamento? Localização, espaço, arquitetura, acabamento, segurança, garagem, necessidades atuais e futuras. Imaginem o quanto se pode ganhar se todas estas decisões forem feitas por uma só pessoa, pelo casal, pelo casal mais os filhos, pela família mais os pais dos cônjuges, por todos estes mais alguns amigos mais próximos. Depois que a moradia está comprada e que o casal se muda, como é bom descobrir que tudo o que foi discutido preveniu alguns transtornos! ou, por outro lado, como é ruim descobrir que detalhes que poderiam ser evitados agora provocam transtornos. O mesmo pode se aplicar a aquisições importantes, ou a decisões importantes no mundo dos negócios.
10.Entretanto, para alguns, partilhar as decisões significa perder poder, perder o respeito dos outros, não ser considerado como uma pessoa dona do próprio nariz. Confundem um comportamento racional (várias cabeças pensam melhor do que uma), com uma demonstração de fraqueza. Mas você não acha que discutir com familiares e colegas de trabalho não é também uma excelente oportunidade de socialização? de conversarmos mais nas tardes de domingo quando estamos reunidos em família ou de estreitarmos os laços profissionais nas empresas?
O rei está nu!
1.Às vezes me deparo com manifestações absurdas de alienação humana. A alienação deve ser combatida, em nome da nossa própria auto-determinação e condução da nossa vida.
2.São situações mais ou menos assim: alguém que se coloca como entendido em algum assunto manifesta-se e, de alguma forma, tal “verdade” tenta impor-se em relação a minha pessoa. São religiosos, pessoas com alto nível intelectual, psicólogos, professores, pessoas mais velhas etc. Estes donos de verdades absolutas são um perigo, por diversas razões:
a.Primeiramente, porque podem estar errados;
b.Depois porque podem ter idéias de manipulação na cabeça e usam seus títulos para conseguir isto;
c.Muitos se esquivam de explicar as razões em detalhes, e até nos fazem calar na medida em que fazem questão de nos transformarem em “burros” se questionarmos demais;
d.Podem utilizar ainda o recurso do sofisma, ou seja, o uso de argumentos com bases falsas para encontrar as afirmações desejadas, ou seja, para enganar ou manipular as pessoas.
e. Resta ainda a possibilidade de estarem certos para o ponto de vista deles, que certamente não é igual ao nosso.
3.Desta forma, nunca deixe de ser livre. Não se deixe jamais levar por outra coisa que não a sua racionalidade, característica que lhe dignifica.
4.Desconfie de todo aquele que não aceita questionamentos sobre a verdade que defende, especialmente daquele que se irrita com isso, ou que tenta lhe dominar utilizando as armas da ironia ou sarcasmo. Tudo isto é jogo de dominação! Mantenha-se livre e independente.
5.Não aceite a autoridade imposta de religiosos, de qualquer nível, ou de pessoas que passam uma imagem de perfeição, pureza ou disciplina. Não se iluda, todos nós, inclusive eles, são seres humanos, portanto com uma estrutura comum, cheia de inseguranças e medos.
6.Lembre-se que até mesmo a ciência, que busca uma verdade por meio da repetição exaustiva, não tem interesse de que uma determinada lei, depois de testada e confirmada mil vezes, seja tida por inquestionável. Na verdade, as leis científicas jamais são estáveis plenamente, pois estão dispostas a terem seus pressupostos questionados, duvidados e testados. Caso se comprove que estão erradas ou incompletas, parabéns à humanidade por mais um passo rumo à verdade. Este princípio deveria ser aplicado nas relações de poder dentro da família e na sociedade em geral.
7.Desconfie de quem nunca diz “eu não sei”. Todos nós não temos certeza de alguma coisa, mas porque gostamos de ser admirados por nossa inteligência, condicionamo-nos a evitar ao máximo reconhecer que não sabemos de algo. Os professores são uma classe em que este problema é típico. Um professor dizendo que não sabe? Não deve ser competente! Não! Não há nada demais nisso. Dizer que não sabe é um estágio anterior ao conhecimento verdadeiro, que pode ser adquirido com a ajuda da experiência acumulada. O pior é inventar algo em resposta ao que não se sabe, muitas vezes aproveitando-se da ignorância de quem pergunta, e com o objetivo de preservação da auto-imagem.
8.Por outro lado, socialmente deveríamos aceitar os corajosos que dizem que não sabem como pessoas autênticas, verdadeiras, capazes de vivenciar uma amizade sincera e saudável.
2.São situações mais ou menos assim: alguém que se coloca como entendido em algum assunto manifesta-se e, de alguma forma, tal “verdade” tenta impor-se em relação a minha pessoa. São religiosos, pessoas com alto nível intelectual, psicólogos, professores, pessoas mais velhas etc. Estes donos de verdades absolutas são um perigo, por diversas razões:
a.Primeiramente, porque podem estar errados;
b.Depois porque podem ter idéias de manipulação na cabeça e usam seus títulos para conseguir isto;
c.Muitos se esquivam de explicar as razões em detalhes, e até nos fazem calar na medida em que fazem questão de nos transformarem em “burros” se questionarmos demais;
d.Podem utilizar ainda o recurso do sofisma, ou seja, o uso de argumentos com bases falsas para encontrar as afirmações desejadas, ou seja, para enganar ou manipular as pessoas.
e. Resta ainda a possibilidade de estarem certos para o ponto de vista deles, que certamente não é igual ao nosso.
3.Desta forma, nunca deixe de ser livre. Não se deixe jamais levar por outra coisa que não a sua racionalidade, característica que lhe dignifica.
4.Desconfie de todo aquele que não aceita questionamentos sobre a verdade que defende, especialmente daquele que se irrita com isso, ou que tenta lhe dominar utilizando as armas da ironia ou sarcasmo. Tudo isto é jogo de dominação! Mantenha-se livre e independente.
5.Não aceite a autoridade imposta de religiosos, de qualquer nível, ou de pessoas que passam uma imagem de perfeição, pureza ou disciplina. Não se iluda, todos nós, inclusive eles, são seres humanos, portanto com uma estrutura comum, cheia de inseguranças e medos.
6.Lembre-se que até mesmo a ciência, que busca uma verdade por meio da repetição exaustiva, não tem interesse de que uma determinada lei, depois de testada e confirmada mil vezes, seja tida por inquestionável. Na verdade, as leis científicas jamais são estáveis plenamente, pois estão dispostas a terem seus pressupostos questionados, duvidados e testados. Caso se comprove que estão erradas ou incompletas, parabéns à humanidade por mais um passo rumo à verdade. Este princípio deveria ser aplicado nas relações de poder dentro da família e na sociedade em geral.
7.Desconfie de quem nunca diz “eu não sei”. Todos nós não temos certeza de alguma coisa, mas porque gostamos de ser admirados por nossa inteligência, condicionamo-nos a evitar ao máximo reconhecer que não sabemos de algo. Os professores são uma classe em que este problema é típico. Um professor dizendo que não sabe? Não deve ser competente! Não! Não há nada demais nisso. Dizer que não sabe é um estágio anterior ao conhecimento verdadeiro, que pode ser adquirido com a ajuda da experiência acumulada. O pior é inventar algo em resposta ao que não se sabe, muitas vezes aproveitando-se da ignorância de quem pergunta, e com o objetivo de preservação da auto-imagem.
8.Por outro lado, socialmente deveríamos aceitar os corajosos que dizem que não sabem como pessoas autênticas, verdadeiras, capazes de vivenciar uma amizade sincera e saudável.
Meu blog, meu primeiro "livro"
1.Não vou me preocupar, por enquanto, com o que eu possa dizer aqui. Sempre quis escrever um livro, mas nunca havia reunido forças suficientes nem um conteúdo adequado às minhas expectativas. Agora, livro-me de todas as cobranças de mim sobre mim mesmo, de todo o perfeccionismo, e até mesmo da necessidade de ser integralmente lógico, para escrever este meu primeiro livro.
2.Quais as minhas expectativas? Você pode estar pensando! Fazer sucesso? Tornar-se um grande escritor? Ganhar dinheiro ou fama? Nada disto! Quero apenas trazer da minha experiência alguns poucos rabiscos sobre tudo o que aprendi. Quero registrar e, se possível, trazer alguns questionamentos e conclusões pessoais sobre o maior mistério com que me deparei: a minha própria vida, o que ela significa, sua finalidade, sua essência.
3.Mas, antes de tudo, quero lhe garantir que meus pensamentos, graças a Deus, serão colocados racionalmente e livres de pressões religiosas ou sociais, se é que isto é possível. Sou originário de uma família religiosa, e, hoje, creio realmente que, se Deus existe, não se importará com aspectos sem importância alguma, tais como todos os que nos revertem materialmente. Afinal, o que importa mesmo é nosso estado interior, se de paz e de sinceridade. O que importa é o nosso coração, e nós não podemos escondê-lo de nós mesmos, nem de Deus. Portanto, se vamos rezar, pouco importa para Deus se estamos no banheiro, deitados, no ônibus, ou em frente ao um santuário particular perfeitamente adornado. A única coisa que importa é o nosso coração, nossa pré-disposição a jogar aberto. No mais, creio que o que vai fazer diferença é realmente nosso currículo espiritual, ou emocional, ou sentimental, ou seja, nossa bagagem de experiência e maturidade para nos colocarmos diante de Deus de uma maneira digna, ainda que estejamos arrasados por alguma razão.
4.Sabem, penso que todos temos uma personalidade que define alguma das nossas formas de reação, mas aqui, antes de continuar, temos de separar o SER do PARECER. Esta é uma grande questão.
5.Algumas pessoas tem uma capacidade maior de não revelar seu estado emocional mais do que outras. Isto faz com que, sentindo-se envergonhado, aflito, ansioso etc., não notemos. Assim, ficamos com a impressão apenas da fachada, que cada um de nós faz questão de apresentar sempre com expressões de entusiasmo e força. Esta visão da máscara de cada um cria um viés de percepção da realidade, e este viés é simplesmente impossível de solucionar, pois todos nós, indistintamente, usamos nossas máscaras.
6.Sendo assim, se deduzirmos este viés, este efeito da dissimulação que todos temos, resta a situação real interior de cada um. Ainda assim, variáveis como a personalidade e a vivência influenciarão sobre o estado de espírito. A personalidade, por exemplo, pode fazer com que sejamos mais ou menos ansiosos com relação ao que estamos por enfrentar. E, neste caso, no curto prazo, é impossível mudar o quadro emocional que se apresenta, pois, ao que parece, não podemos nos auto-controlar segundo nossa racionalidade. Se estou ansioso por causa de uma apresentação que devo fazer em alguns minutos, por mais que eu diga para mim mesmo para não ficar ansioso ou preocupado, de nada adianta, pois minhas armas emocionais já estão postas e eu não tenho como reforçar este aparato em tão pouco espaço de tempo.
7.A vivência, por outro lado, é o que pode nos dar um alento, mas não a vivência enquanto tempo decorrido, mas a vivência enquanto experiências vividas. As experiências que nos permitimos viver vão nos dando consciência da nossa insignificância e da insignificância dos outros também, assim como da pouca valia dos prazos, dos títulos e das pressões amparadas exclusivamente pela vaidade ou pela necessidade de preservação da auto-imagem. Então, esta vivência de que falo vai reforçar o espírito para que se possa enfrentar os desafios com maior mansidão.
8.Comigo aconteceu assim, de uma criança carregando os traumas que me tornaram bastante tímido, eu pude me transformar em alguém que, se não absorveu uma característica mais expansiva do tipo do contador de piadas, ao menos alimentou o gosto por discutir assuntos interessantes com amigos, dar aulas de Matemática e de assuntos relacionados à Administração de Empresas. Não me tornei um orador brilhante, mas, com algum esforço, posso até ser um bom argumentador publicamente.
9.Nossa formação é interessante. Senão vejamos. Eu creio que, todos indistintamente, sofremos algum tipo de desgosto no crítico momento em que estamos formando a nossa personalidade. Aqui, tirei algumas conclusões das últimas apresentações sobre a intensidade da atividade cerebral. Um trauma, por exemplo, é uma ligação emocional, a que se corresponde um caminho quimicamente traçado no cérebro, facilmente recuperável subconscientemente, sempre que uma situação presente nova a evocar, fazendo com que esbocemos uma reação condizente com quem somos.
10.Entretanto, dois fatos devem ser levados em consideração: o primeiro é que, apesar de todos nós termos sido de alguma forma expostos a situações traumáticas, podemos deduzir que fomos expostos de forma diferente em quantidade e intensidade, o que, por si, já é capaz de nos diferenciar uns dos outros. A outra questão inseparável é que, cada um de nós tem uma sensibilidade diferente a estas situações. Enquanto uns permitem que elas representem algo de forte impacto emocional, fazendo com que passemos a fazer um grande esforço para fugir de situações semelhantes; outros, por ignorância ou pouca sensibilidade, não dão tanta importância, não permitindo assim que a situação o transforme de forma mais profunda.
11.Estas duas variáveis vão moldar o nosso jeito de ser para toda a vida. Em qual idade isto acontece? Ouvi dizer que é bem cedo, antes dos 7 anos, mas não posso afirmar nada a este respeito.
12.Creio que é sensato admitir que ninguém, considerando-se saudável, nasce tímido ou retraído. Creio mesmo que todos nós passamos por um momento da nossa infância de total liberdade. Acho que é um momento em que não desenvolvemos ainda a consciência sobre nossa auto-imagem, por isso, não nos importamos com isto. Dançamos pelados no meio da sala para quem quiser ver! E não estamos nem aí! Mas chega um momento em que tomamos consciência de que não estamos sendo aprovados. Tornamo-nos sensíveis à maior violência porque se pode passar: a ironia, o sarcasmo, o deboche, a gozação pública. E neste momento, algo muito intenso passa como uma energia se espalhando no nosso cérebro e nós aprendemos a nos proteger, ficando calados e afastados do centro das rodas familiares e, mais tarde, das discussões no ambiente de trabalho, no trânsito, na igreja.
13.Podemos observar, ainda, que apesar de o ambiente familiar, na maioria das vezes, ser o mais inóspito que freqüentaremos em toda a nossa vida, há outros ambientes a nos influenciar a formação emocional, quais sejam os grupos de amigos que aparecem nas proximidades de nossa casa e na escola. Eles também nos fornecerão estímulos importantes. Neste caso, a situação não deixa de ser semelhante, ou seja, o nível de aceitação e as experiências que faremos vão nos dar a precisa informação emocional de como deveremos nos portar.
14.Podemos concluir, desta forma, que emocionalmente somos o fruto destas experiências que fomos levados a viver em tão tenra idade. Você já parou para pensar sobre quão são importantes para toda a nossa vida? Afinal, destas experiências poderemos sair confiantes, altivos, positivos ou, de outra forma, inseguros, inferiores e negativos. Poderemos sair até mesmo com tendência a desenvolver depressão no futuro.
15.Você pode aqui questionar uma coisa: “Mas e a carga genética? Não conta também?” Creio ser pertinente, mas, seguindo uma outra lógica, a carga genética vai influenciar as experiências que viveremos, e estas, afinal, é que vão nos marcar.
16.E então, o que podemos fazer? É importante estarmos dispostos a não nos aceitar, jamais, como estáticos ou imutáveis, ainda que tenhamos uma carga muito pesada de traumas. Temos de nos animar para enfrentar a nós mesmos num processo de melhoria, de crescimento, de auto-desenvolvimento. Entretanto, cuidado! Isto não exclui o bom senso! Não aconselho você a fazer isto por meio de medidas radicais, pois os riscos são enormes.
17.Meu avô me disse uma vez como entrar num rio que não se tem noção da fundura. Isto porque eu não sabia nadar muito bem. Então eu deveria entrar com um pé em terra firme e o outro livre para testar o próximo ponto. Da mesma forma, devemos ir com calma, para degustar cada estágio de melhoria e nos alimentarmos com motivação para continuarmos em frente. É claro que estou falando pessoas que ainda tenham amor próprio suficiente para continuar, pois há casos extremos em que as pessoas se fecham e não readquirem auto-confiança para tentar de novo. Isto eu chamo de trauma profundo, ou forte demais.
18.Algumas pessoas nos marcam negativa e profundamente, e se transformam em carrascos da nossa liberdade, naturalidade e expansividade. Por isto, sentimos a necessidade de nos afastarmos destas pessoas, e isto é necessário, é como recuperar, por um tempo, a liberdade. Por isso, se em casa temos nossa liberdade caçada, é normal sentimo-nos melhor longe de casa, não é lógico?
19.Mas, o que fazer para nos libertarmos de tantos traumas, alguns bastante fortes, que nos impedem de sermos felizes? Esta não é uma boa pergunta? Bem, creio que devemos providenciar o seguinte:
a.Buscarmos atividades que nos complementem os aspectos que temos mais carência, mas sem exageros. Assim, se não faço esportes, busco um que sempre admirei para praticar. Se gosto de música, entro numa aula de canto ou de um instrumento musical. Se gosto de línguas, busco um curso novo. Se gostaria de falar mais e melhor, busco uma atividade em que isto aconteça naturalmente, talvez teatro possa ser um exagero, mas se você quiser encarar, não desista. Que tal um curso de dança de salão? Não parece divertido?
b.Isole-se das pessoas que a deprimem, criticam ou não respeitam sua dignidade humana. Estas pessoas podem ser seus pais ou parentes, conjugue, filhos, seus “amigos” com os quais se acostumou, vizinhos ou colegas. Busque uma nova turma, onde você se sinta bem e possa recomeçar.
c.Não espere resultados no curto prazo. Trabalhe com resultados em termos de anos, e visualize um resultado desejável para quatro ou cinco anos.
20.Mas não se esqueça! Não fique parado! Não aceite tudo da forma que está! Não se veja limitado! Não aceite o julgamento dos outros! Mas busque uma visão de si mesmo(a) o mais próxima da realidade possível, quero dizer, sem uma auto-crítica muito severa nem uma auto-piedade exagerada. Respire, medite, deite-se olhando as estrelas de vez em quando, e tome decisões que te tirem do lugar comum.
21.Sabe! Há muita coisa que vale a pena tentar. Se você está de saída, boa sorte!
2.Quais as minhas expectativas? Você pode estar pensando! Fazer sucesso? Tornar-se um grande escritor? Ganhar dinheiro ou fama? Nada disto! Quero apenas trazer da minha experiência alguns poucos rabiscos sobre tudo o que aprendi. Quero registrar e, se possível, trazer alguns questionamentos e conclusões pessoais sobre o maior mistério com que me deparei: a minha própria vida, o que ela significa, sua finalidade, sua essência.
3.Mas, antes de tudo, quero lhe garantir que meus pensamentos, graças a Deus, serão colocados racionalmente e livres de pressões religiosas ou sociais, se é que isto é possível. Sou originário de uma família religiosa, e, hoje, creio realmente que, se Deus existe, não se importará com aspectos sem importância alguma, tais como todos os que nos revertem materialmente. Afinal, o que importa mesmo é nosso estado interior, se de paz e de sinceridade. O que importa é o nosso coração, e nós não podemos escondê-lo de nós mesmos, nem de Deus. Portanto, se vamos rezar, pouco importa para Deus se estamos no banheiro, deitados, no ônibus, ou em frente ao um santuário particular perfeitamente adornado. A única coisa que importa é o nosso coração, nossa pré-disposição a jogar aberto. No mais, creio que o que vai fazer diferença é realmente nosso currículo espiritual, ou emocional, ou sentimental, ou seja, nossa bagagem de experiência e maturidade para nos colocarmos diante de Deus de uma maneira digna, ainda que estejamos arrasados por alguma razão.
4.Sabem, penso que todos temos uma personalidade que define alguma das nossas formas de reação, mas aqui, antes de continuar, temos de separar o SER do PARECER. Esta é uma grande questão.
5.Algumas pessoas tem uma capacidade maior de não revelar seu estado emocional mais do que outras. Isto faz com que, sentindo-se envergonhado, aflito, ansioso etc., não notemos. Assim, ficamos com a impressão apenas da fachada, que cada um de nós faz questão de apresentar sempre com expressões de entusiasmo e força. Esta visão da máscara de cada um cria um viés de percepção da realidade, e este viés é simplesmente impossível de solucionar, pois todos nós, indistintamente, usamos nossas máscaras.
6.Sendo assim, se deduzirmos este viés, este efeito da dissimulação que todos temos, resta a situação real interior de cada um. Ainda assim, variáveis como a personalidade e a vivência influenciarão sobre o estado de espírito. A personalidade, por exemplo, pode fazer com que sejamos mais ou menos ansiosos com relação ao que estamos por enfrentar. E, neste caso, no curto prazo, é impossível mudar o quadro emocional que se apresenta, pois, ao que parece, não podemos nos auto-controlar segundo nossa racionalidade. Se estou ansioso por causa de uma apresentação que devo fazer em alguns minutos, por mais que eu diga para mim mesmo para não ficar ansioso ou preocupado, de nada adianta, pois minhas armas emocionais já estão postas e eu não tenho como reforçar este aparato em tão pouco espaço de tempo.
7.A vivência, por outro lado, é o que pode nos dar um alento, mas não a vivência enquanto tempo decorrido, mas a vivência enquanto experiências vividas. As experiências que nos permitimos viver vão nos dando consciência da nossa insignificância e da insignificância dos outros também, assim como da pouca valia dos prazos, dos títulos e das pressões amparadas exclusivamente pela vaidade ou pela necessidade de preservação da auto-imagem. Então, esta vivência de que falo vai reforçar o espírito para que se possa enfrentar os desafios com maior mansidão.
8.Comigo aconteceu assim, de uma criança carregando os traumas que me tornaram bastante tímido, eu pude me transformar em alguém que, se não absorveu uma característica mais expansiva do tipo do contador de piadas, ao menos alimentou o gosto por discutir assuntos interessantes com amigos, dar aulas de Matemática e de assuntos relacionados à Administração de Empresas. Não me tornei um orador brilhante, mas, com algum esforço, posso até ser um bom argumentador publicamente.
9.Nossa formação é interessante. Senão vejamos. Eu creio que, todos indistintamente, sofremos algum tipo de desgosto no crítico momento em que estamos formando a nossa personalidade. Aqui, tirei algumas conclusões das últimas apresentações sobre a intensidade da atividade cerebral. Um trauma, por exemplo, é uma ligação emocional, a que se corresponde um caminho quimicamente traçado no cérebro, facilmente recuperável subconscientemente, sempre que uma situação presente nova a evocar, fazendo com que esbocemos uma reação condizente com quem somos.
10.Entretanto, dois fatos devem ser levados em consideração: o primeiro é que, apesar de todos nós termos sido de alguma forma expostos a situações traumáticas, podemos deduzir que fomos expostos de forma diferente em quantidade e intensidade, o que, por si, já é capaz de nos diferenciar uns dos outros. A outra questão inseparável é que, cada um de nós tem uma sensibilidade diferente a estas situações. Enquanto uns permitem que elas representem algo de forte impacto emocional, fazendo com que passemos a fazer um grande esforço para fugir de situações semelhantes; outros, por ignorância ou pouca sensibilidade, não dão tanta importância, não permitindo assim que a situação o transforme de forma mais profunda.
11.Estas duas variáveis vão moldar o nosso jeito de ser para toda a vida. Em qual idade isto acontece? Ouvi dizer que é bem cedo, antes dos 7 anos, mas não posso afirmar nada a este respeito.
12.Creio que é sensato admitir que ninguém, considerando-se saudável, nasce tímido ou retraído. Creio mesmo que todos nós passamos por um momento da nossa infância de total liberdade. Acho que é um momento em que não desenvolvemos ainda a consciência sobre nossa auto-imagem, por isso, não nos importamos com isto. Dançamos pelados no meio da sala para quem quiser ver! E não estamos nem aí! Mas chega um momento em que tomamos consciência de que não estamos sendo aprovados. Tornamo-nos sensíveis à maior violência porque se pode passar: a ironia, o sarcasmo, o deboche, a gozação pública. E neste momento, algo muito intenso passa como uma energia se espalhando no nosso cérebro e nós aprendemos a nos proteger, ficando calados e afastados do centro das rodas familiares e, mais tarde, das discussões no ambiente de trabalho, no trânsito, na igreja.
13.Podemos observar, ainda, que apesar de o ambiente familiar, na maioria das vezes, ser o mais inóspito que freqüentaremos em toda a nossa vida, há outros ambientes a nos influenciar a formação emocional, quais sejam os grupos de amigos que aparecem nas proximidades de nossa casa e na escola. Eles também nos fornecerão estímulos importantes. Neste caso, a situação não deixa de ser semelhante, ou seja, o nível de aceitação e as experiências que faremos vão nos dar a precisa informação emocional de como deveremos nos portar.
14.Podemos concluir, desta forma, que emocionalmente somos o fruto destas experiências que fomos levados a viver em tão tenra idade. Você já parou para pensar sobre quão são importantes para toda a nossa vida? Afinal, destas experiências poderemos sair confiantes, altivos, positivos ou, de outra forma, inseguros, inferiores e negativos. Poderemos sair até mesmo com tendência a desenvolver depressão no futuro.
15.Você pode aqui questionar uma coisa: “Mas e a carga genética? Não conta também?” Creio ser pertinente, mas, seguindo uma outra lógica, a carga genética vai influenciar as experiências que viveremos, e estas, afinal, é que vão nos marcar.
16.E então, o que podemos fazer? É importante estarmos dispostos a não nos aceitar, jamais, como estáticos ou imutáveis, ainda que tenhamos uma carga muito pesada de traumas. Temos de nos animar para enfrentar a nós mesmos num processo de melhoria, de crescimento, de auto-desenvolvimento. Entretanto, cuidado! Isto não exclui o bom senso! Não aconselho você a fazer isto por meio de medidas radicais, pois os riscos são enormes.
17.Meu avô me disse uma vez como entrar num rio que não se tem noção da fundura. Isto porque eu não sabia nadar muito bem. Então eu deveria entrar com um pé em terra firme e o outro livre para testar o próximo ponto. Da mesma forma, devemos ir com calma, para degustar cada estágio de melhoria e nos alimentarmos com motivação para continuarmos em frente. É claro que estou falando pessoas que ainda tenham amor próprio suficiente para continuar, pois há casos extremos em que as pessoas se fecham e não readquirem auto-confiança para tentar de novo. Isto eu chamo de trauma profundo, ou forte demais.
18.Algumas pessoas nos marcam negativa e profundamente, e se transformam em carrascos da nossa liberdade, naturalidade e expansividade. Por isto, sentimos a necessidade de nos afastarmos destas pessoas, e isto é necessário, é como recuperar, por um tempo, a liberdade. Por isso, se em casa temos nossa liberdade caçada, é normal sentimo-nos melhor longe de casa, não é lógico?
19.Mas, o que fazer para nos libertarmos de tantos traumas, alguns bastante fortes, que nos impedem de sermos felizes? Esta não é uma boa pergunta? Bem, creio que devemos providenciar o seguinte:
a.Buscarmos atividades que nos complementem os aspectos que temos mais carência, mas sem exageros. Assim, se não faço esportes, busco um que sempre admirei para praticar. Se gosto de música, entro numa aula de canto ou de um instrumento musical. Se gosto de línguas, busco um curso novo. Se gostaria de falar mais e melhor, busco uma atividade em que isto aconteça naturalmente, talvez teatro possa ser um exagero, mas se você quiser encarar, não desista. Que tal um curso de dança de salão? Não parece divertido?
b.Isole-se das pessoas que a deprimem, criticam ou não respeitam sua dignidade humana. Estas pessoas podem ser seus pais ou parentes, conjugue, filhos, seus “amigos” com os quais se acostumou, vizinhos ou colegas. Busque uma nova turma, onde você se sinta bem e possa recomeçar.
c.Não espere resultados no curto prazo. Trabalhe com resultados em termos de anos, e visualize um resultado desejável para quatro ou cinco anos.
20.Mas não se esqueça! Não fique parado! Não aceite tudo da forma que está! Não se veja limitado! Não aceite o julgamento dos outros! Mas busque uma visão de si mesmo(a) o mais próxima da realidade possível, quero dizer, sem uma auto-crítica muito severa nem uma auto-piedade exagerada. Respire, medite, deite-se olhando as estrelas de vez em quando, e tome decisões que te tirem do lugar comum.
21.Sabe! Há muita coisa que vale a pena tentar. Se você está de saída, boa sorte!
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