quinta-feira, 23 de maio de 2024

Que fique bem claro

 Que fique bem claro, a humanidade fracassou em termos de Humanidade. Não só o Brasil, os Estados Unidos ou a China. Praticamente toda a humanidade fracassou, uns países mais que outros, com certeza. 

Existem diversos aspectos a serem analisados neste unânime fracasso. Vamos a alguns deles.

O aparthaid social aceito é um deles. Ou seja, a extensão das diferenças sociais toleradas. Este aspecto está relacionado ao que sentimos ao olharmos para o outro, especialmente quando este outro é bastante diferente de nós. Se aceitamos que este outro possa ser um excluído, e até que nível, então inconscientemente toleramos que ele não tenha acesso a direitos. Achamos normal e podemos amaciar nosso remorso com justificativas tipo: ele não se esforçou o suficiente, ou ele fez más escolhas etc. Mas, note que, se a sociedade tem empatia pelos seus concidadãos, não os aceita marginalizados. É desumano! 

Outro aspecto é o lixo remunerado. Uma sociedade rica deve remunerar o trabalho efetivo, aquele que gera riqueza a ser compartilhada. Uma mão plantando no campo gera riqueza, um operário da construção civil também, um braço entortando uma barra de ferro na indústria também, um vendedor apresentando seu produto ou serviço também. Entretanto, existem grandes diferenças em termos de remuneração e de efetividade. Estas distorções têm seus efeitos perversos na economia. É claro que o médico deve receber uma remuneração maior que o técnico de enfermagem. Entretanto está informação está incompleta. A principal questão é: o quanto maior? Então, vemos na sociedade pessoas em cargos públicos de remuneração elevada cheios de privilégios, e obviamente ganhando muito por serviços, muitas vezes, de valor duvidoso. São sustentados pela sociedade trabalhadora e seu sucesso é um verdadeiro deboche àqueles que estão à margem de direitos básicos. Deveria-se pesquisar o retorno dos vencimentos pagos pela administração pública. Aí reside um verdadeiro ralo de recursos financeiros, ou seja, uam enorme fonte de desperdício. Todo funcionário público deveria, no mínimo, se pagar, por meio do que entrega à sociedade. 

Incrustado na sociedade estão os direitos positivados ou adquiridos. Muitos representam verdadeiras amarras ao Estado, mas não só isso, costumam representar também privilégios concedidos e impossíveis de retirar. Pesos que vão sufocando o Estado até que ele não possa mais fazer quase nada, especialmente pelos excluídos. Não existe almoço grátis! Também não existe benefício grátis. Cada gasto tem suas consequências no todo da economia. Como pode então uma sociedade pobre pagar supersalários? Deveria sim haver um direito distributivo que permitisse reconhecer excessos e corrigi-los. Como ficamos presos no próprio direito que elaboramos, nos enforcamos socialmente. 

E a gestão? Sim, porque às vezes temos bons funcionários, boa estrutura mas péssimos gestores. Como podemos identificar tais situações? Muito fácil! Existem hoje diversas ferramentas de mensuração e análise de resultados. Se não dá pra aplicar em tudo, dá pra pelo menos começar! Que tal? Escolhe um hospital, uma escola, uma delegacia etc. Vai chacoalhando isso tudo para que demonstrem que são bons ou que têm como melhorar. A perca de produtividade por ineficiência dos gestores é uma forma de legitimar a desgraça. 

Uma sociedade justa de trabalhadores tem tudo para ser uma sociedade rica porque pode distribuir melhor esta riqueza, para que todo ser humano seja considerado em um patamar elevado: o de cidadão! 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Tudo é tão assim...

Às vezes penso em dizer tanta coisa
Mas talvez não valha a pena
Ser tão revelador quando é melhor não
Deixa os mistérios vingarem e seguirem

Tá tudo tão assim, como uma brisa fria do ventilador
Bem controlado e previsível
Talvez seja melhor quebrar tudo
Para poder ter uma nova visão do mundo

Ganhos e perdas afligindo o pulso
Querem enganar um olhar já tão acostumado
A ver que depois da farra começa tudo de novo
E a ressaca é apenas um detalhe

Depois da janela de vidro tem uma grama tão fofa
E os cachorros estão correndo feito loucos
Acho melhor eu me concentrar no que estou fazendo
Perdendo todo o tempo da minha vida

Não precisamos botar a culpa no mundo
O nosso papel seria a loucura
E nos recusamos conscientemente a desempenhá-lo a contento
Por isso a resignação enebriante

Mas a autoanálise é bem vinda
Serve para desencrostar as pareces internas da pele
E aliviar um pouco a respiração pesada
Apesar do cheiro da rotina arrodeando o quarto

Mas a consciência ainda está viva
E com a garganta cada vez mais forte
Faz sonhar voando de novo
Ainda vou possuir esta leveza

quarta-feira, 7 de março de 2012

Um dia num país distante

Um dia, num país distante, estabeleceu-se o poder popular: a democracia. Isto significava que a pessoa a ocupar o poder por meio do voto gozaria de legitimidade para escolher os ocupantes dos principais cargos públicos, aqueles que proporcionavam os melhores retornos. Cabia ao povo escolher dentre diversas opções ruins uma delas.

As forças políticas se organizam com antecedência para a grande disputa pelo poder. São apaixonados e profissionais em discursos bonitos em defesa do povo e, especialmente, dos mais pobres e necessitados. Estes, sempre serão os explorados e ludibriados. Serão os justos e desinformados explorados. Serão os desarticulados sem esperança. A única coisa que lhes restará é o céu, após a morte.

Depois do circo democrático concluído, o grupo vencedor fica alvoroçado, ansioso pelos próximos passos: a divisão dos cargos públicos. Aí entrarão os critérios de acessibilidade a estes cargos, ou seja, a força política dentro do grupo vencedor. Uma variável paralela é a imprensa, que deverá estar convenientemente controlada também, pois, de outra forma, poderá gerar problemas. Mas, na maioria dos casos, as indicações passam despercebidas e são aceitas por todos, especialmente pelos que encontram-se mais próximos dos indicados.

No leilão dos cargos públicos, cada posição tem seu valor mensurado em função do orçamento público a ser manipulado, prestígio público, mídia, remuneração inerente ao cargo etc.

No jogo da ocupação dos cargos públicos, o que conta é a variável política. Conhecimento técnico pode até atrapalhar, dependendo do grupo. Se for um grupo que valoriza o conhecimento, tudo bem; mas se for um grupo que se intitula oriundo do povo para, desta forma, justificar sua baixa escolaridade e competência técnica, pode ser que uma formação acadêmica excelente atrapalhe.

Neste país longíquo, podemos, a grosso modo, dividir as pessoas nos seguintes grupos: grupo que participa da política dominante e que aproveita a oportunidade para enriquecer; grupo dos derrotados que esperam uma oportunidade para ocupar o poder e aproveitar-se dele da mesma forma; grupo de sonhadores que acreditam na força da capacitação e qualificação técnica que ocupam posições técnicas na área pública e privada e efetivamente trabalham (coitados); grupo de espertalhões que, paralelamente às instituições públicas, criam instituições que enriquecem aproveitando-se da massa (exemplo clássico: igrejas); grupo dos trabalhadores e seus dependentes, pessoas que efetivamente produzem riqueza para sustentar os demais grupos.

O circo democrático está armado. Não tem jeito. Dele participa a criança pobre e abandonada que chora, o operário "carregador de piano" que dá duro e que é mal remunerado, os técnicos de nível médio e superior com seus cargos e que lutam individualmente por conquistas na carreira profissional e os que ocupam o poder político e, única e exclusivamente em função de estarem associados à agremiação vencedora nas urnas, sentem-se no direito de aproveitarem a onde e sugarem à exaustão da máquina pública recursos e direitos.

Enquanto um está fadigado pelo sol e pelo trabalho, o outro está estressado e até preocupado com o amanhã e um terceiro sorri de tudo isso, enquanto aproveita o momento e planeja suas estratégias de manipulação.

Não gosto de visões pessimistas, mas não sou cego! A estrutura oferece à maioria a ignorância como opção honrosa, pois, desta forma, pode-se acreditar no trabalho e viver sob o jugo de seus próprios valores. Mas quando tudo mostra-se tão claro, a única alternativa é ver.

Sim, o mundo é repleto de sacanagem! Enquanto os tolos trabalham, os espertos lhes tomam toda a riqueza e ainda zombam! Alternativas? Parece que não há. Afinal, qual a alternativa à democracia?


domingo, 13 de novembro de 2011

Angústia (1981-85)

Angústia de estar aqui
No escuro do meu quarto
Somente pensando em ti


Angústia
De ter em meu coração agora
A saudade de um abraço
E de saber que estás longe


Angústia
De te deixar escapar
Quando em meus olhos brilhava o teu olhar


Angústia
De sair com tantas garotas
Só pra parecer um normal
E simplesmente me enganar


Escapa-me a alegria
Pois bem junto a mim estavas
O meu coração te abraçou
Mas a razão me afastou


E agora, mais uma vez
Não sei para onde ir
Pois a razão que me tirou de ti
Não sabe pra onde me levar


Por tudo isso me odeio
Mais uma vez perdido
Entre o orgulho e a mentira
Angústia

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Teorema das Raízes Irracionais Conjugadas

Trata-se de um interessante teorema aplicado aos polinômios. Eu obtive sua demonstração em Inglês, e fiz uma tradução com adaptação. Veja no seguinte link: Teorema das Raízes Irracionais Conjugadas .

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Inglês With Country Music

Do you know what redneck girl means?

Vc pode estudar inglês com Música Country! A letra abaixo eu peguei aqui.

Redneck girl likes to cruise in Daddy's pickup truck
And a redneck girl plays her heart when she's down on her luck
Living for a friday afternoon
She's gonna show one ole boy that weekend moon

And I pray that someday I will find me a redneck girl

Redneck girl likes to stay out all night long
She makes sweet rock n' roll while she listens to the country songs
She's waitin' for that moment of surrender
Her hands are calloused but her heart is tender
And I pray that someday I will find me a redneck girl
Oh give me a give me a give me a redneck girl
Give me a give me a give me a redneck girl

Oh give me a give me a give me a redneck girl
Give me a give me a give me a redneck girl

A redneck girl got a name on the back of her belt
She's got a kiss on her lips for her man and no one else
A coyote's howling out on the prairie
First comes love then comes marriage

And I pray that someday I will find me a redneck girl
Yeah give me a give me a give me a redneck girl

quinta-feira, 12 de agosto de 2010