segunda-feira, 9 de abril de 2012

Tudo é tão assim...

Às vezes penso em dizer tanta coisa
Mas talvez não valha a pena
Ser tão revelador quando é melhor não
Deixa os mistérios vingarem e seguirem

Tá tudo tão assim, como uma brisa fria do ventilador
Bem controlado e previsível
Talvez seja melhor quebrar tudo
Para poder ter uma nova visão do mundo

Ganhos e perdas afligindo o pulso
Querem enganar um olhar já tão acostumado
A ver que depois da farra começa tudo de novo
E a ressaca é apenas um detalhe

Depois da janela de vidro tem uma grama tão fofa
E os cachorros estão correndo feito loucos
Acho melhor eu me concentrar no que estou fazendo
Perdendo todo o tempo da minha vida

Não precisamos botar a culpa no mundo
O nosso papel seria a loucura
E nos recusamos conscientemente a desempenhá-lo a contento
Por isso a resignação enebriante

Mas a autoanálise é bem vinda
Serve para desencrostar as pareces internas da pele
E aliviar um pouco a respiração pesada
Apesar do cheiro da rotina arrodeando o quarto

Mas a consciência ainda está viva
E com a garganta cada vez mais forte
Faz sonhar voando de novo
Ainda vou possuir esta leveza

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Fique à vontade para comentar aqui! Obrigado!