quarta-feira, 11 de março de 2009

Antes de se suicidar!

Antes de se suicidar

É claro que a depressão e quaisquer outros estados mentais que justifiquem um ato destes estão fora do alcance da minha humilde análise, já que não tenho conhecimentos técnicos a este respeito. Entretanto, estive pensando sobre o tema.

É claro que existem muitos motivos para o suicídio. Quanto mais refletimos sobre o sentido da vida, mais podemos nos inclinar a esta conclusão. O que nos impede muitas vezes é nossa natureza animal, ou seja, morrer pode doer e não é tão fácil assim cometer suicídio.

Enforcar-se? pular de um edifício? Envenenar-se? Jogar-se no tráfego? Tudo isto pode nos trazer sofrimento. Por isto, quem se suicida, não deixa de ser uma pessoa corajosa, já que, não apenas sentiu o impulso, refletiu, ponderou, mas efetivamente realizou o seu intento. Se valeu a pena, eu acho discutível.

É certo que o tempo é indecifrável! Quando já é passado, é inalcançável, quando é o agora, temos consciência que o momento não é grande coisa e quando é futuro, às vezes, foge-nos a esperança. Isto pelo que já vivemos, pelo que já vimos, pelo que já sentimos. Se você não viveu o suficiente, não entenderá o que tentei explicar neste parágrafo.

O suicídio é a conclusão dos que perderam a esperança. E há muitos motivos para que a percamos! Não conseguimos ver algo novo, diferente, estimulante à nossa frente. Nossa realidade é consolidada demais. É a família em que nascemos, a que construímos, o emprego a que tivemos acesso, o corpo em que nos desenvolvemos...

Às vezes o suicídio é também uma tentativa extrema de ferir brutal e irreversivelmente uma outra pessoa, normalmente a quem se tem como seu (marido, esposa, namorado, namorada etc.) ou a quem nos faz sentirmos dominados (normalmente os pais). Nestes casos, é uma flecha certeira rumo ao coração, que leva como veneno o remorso ou o arrependimento. Afinal, os atingidos por esta forma de violência terão de digerir lentamente o fato e poderão, cedendo à intenção do suicida, sofrer muito. Eu, particularmente, entendo que este tipo de violência sem oportunidade de defesa não pode justificar o sofrimento dos que ficam, por pior que efetivamente sejam. Afinal, creio que todos, hoje, podem sair à rua, ou seja, têm, no mínimo, a rua para onde ir.

Não entro aqui no mérito da eutanásia, pois entendo que também é um caso à parte!

Antes de se suicidar, eu penso que a pessoa teria de se dar uma última chance de modificar radicalmente sua vida. Abandonar emprego e negócio! Mudar de cidade! Mudar de ares e de rostos! Chutar o pau da barraca! É claro que racionalmente todos a criticariam, chamando-a de louca! Mas é cada um de nós que está no comando da nossa vida e é individualmente que temos a experiência da realidade proporcionada pelos sentimentos. Então, eu penso que fugiria de tudo! Tomaria uma decisão radical! E se fosse preciso aperfeiçoar esta decisão, tornando-a mais radical ainda, fá-lo-ia.
Eu não critico quem se suicida! Afinal, quem pode julgar os sentimentos, a maturidade da pessoa, as razões que alegou para si própria, e todo o processo pelo qual passou para chegar até este ponto estremo e sem volta? Eu não! Fico só achando que ainda havia uma última alternativa a ser tentada.

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